segunda-feira, 4 de julho de 2011

Saudade

“Isso está me matando.”
Ela estava à beira da piscina, sentindo um abandono que não tinha explicação lógica. Por que deixara a situação chegar àquele ponto? Por que se deixara cativar de maneira tão intensa? Mas já não se via sem a certeza de que alguém, mesmo distante, estava “ali”. Não sabia viver sequer sem a saudade, sufocante, dolorosa, mas sempre presente. Um lembrete de que eram reais, todos os juramentos, segredos e sentimentos.
Mas isso era o de sempre. Essa saudade infinita a acompanhava em cada respiração. Já estava acostumada a amar a ausência, para ter o que amar mesmo nas horas mais solitárias. Ater-se às poucas lembranças sólidas, e às infinitas abstratas. O que não julgava lógico era ainda sentir nos seus braços o calor daquele abraço, tão raro quanto desejado, e ter de lutar contra a tristeza que lhe tomava com a força de um canhão.
O desespero lhe subiu à cabeça. Tiveram tanto tempo para se conhecer, e, no entanto... Quantas vezes se viram sem se ver?  Dúvidas, angústias, impotência... Saudade. É, talvez a ausência não fosse tão fácil assim de se aceitar.
Ela tirou o celular do bolso e enviou uma mensagem, que tentava mostrar pelo menos um décimo do que estava sentindo. Encarou a superfície calma da piscina enquanto refletia sobre o que havia dito, e sobre tudo o mais que queria dizer. Não esperava resposta, como nunca havia esperado. E a resposta tampouco chegaria. Mas sabia que, em algum lugar não muito longe dali, um celular havia vibrado e alguém havia se emocionado com a verdade por trás daquelas poucas palavras.

Paula Braga.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Desfecho

O silêncio me inquieta. O dever de calar, mesmo tendo vontade de despejar em você tudo o que me engasga a fala. Sem pausas ou vírgulas, sem hesitação ou receio, sem culpa ou piedade. Jogar a verdade na sua cara, como se fosse um tapa doloroso o suficiente para que você vista sua culpa e vá embora.
Mas chega uma hora que nem mesmo isso adianta. Nem as palavras mais sinceras nas horas mais propícias podem salvar algo já tão desgastado. O mundo prende a respiração e espera pela nossa atitude, nosso "final feliz", mas talvez não valha a pena. Não mais. O amor não pode mais nos salvar, se é que algum diga o fez.
E não adianta dizer que temos algo a preservar. Tínhamos, mas há muito tudo foi jogado fora. E vejo agora nossa última chance se esvaindo pelas suas mãos temerosas. Pois bem, dessa vez eu estou pronta para dizer adeus.
Sem mais delongas, é hora de encerrar este ciclo. Poupemos mais lágrimas ou sofrimentos, e foquemos na aceitação. É hora de seguir caminhos diferentes. Sem olhar para trás, para o que foi, e para a saudade do que não mais será.

"Nós dois sabemos muito bem que fomos feitos um pro outro, 
mas que existem outros 6 bilhões também." ♪


Paula Braga.

domingo, 12 de junho de 2011

Menina de Ouro

Mesmo ferida, levante a cabeça novamente. Você já passou por isso, certo? Não é agora que vai desistir; tome fôlego e tente mais uma vez. Se necessário, mais várias vezes. Continue seguindo seu coração, sendo fiel a si mesma, que seu momento e sua pessoa chegarão.
Com uma personalidade incrível e um caráter ímpar, você ainda tem dúvidas de que Ele não tem planos para o seu futuro dignos do seu valor? Em algum lugar, há alguém que apreciará tudo o que aqueles que têm a sorte de viver ao seu lado já conhecem: uma Menina de Ouro. Sim, você tem seus defeitos; mas ele vai amar cada um deles como nós, seus verdadeiros amigos, amamos. Fará valer a pena cada segundo da sua espera, e vai te fazer agradecer por cada decepção e por cada “pessoa errada” que Deus tirou da sua vida.
Enquanto isso, cultive-se. Não esqueça quem você é, de onde você veio e que caminho quer seguir. Ame aqueles que merecem com toda a dedicação de sempre, e desapegue-se daqueles que só lhe desgastam os nervos e o coração. Sim, há alguém especial guardado para você; sei que há. Mas tudo tem seu tempo e seu motivo para acontecer.

Paula Braga.